Antes da aprovação da Revisão da Vida Toda, era considerada a média de 80% das maiores contribuições após 1994 para compor o cálculo da aposentadoria.
A partir dessa medida muitas pessoas podem ser beneficiadas.
Se você recebeu salários de valores altos antes de 1994, esses valores não estavam sendo considerados.
Com a revisão isso muda. Todos os seus salários entram no cálculo do seu benefício, o que tem grandes chances de aumentar o valor que você recebe.
Além disso, você receberá um valor corrigido pelo tempo em que recebeu o benefício sem essa correção.
Para confirmar se esse é o seu caso, deve-se utilizar a nova metodologia de cálculo e apenas nos casos em que seja mais vantajoso será adotado a revisão.
A Ana trabalhou durante 19 anos em uma grande empresa e recebia um ótimo salário, com isso contribuiu acima do teto do INSS até 1992, quando saiu da empresa.
Após esses anos trabalhando e contribuindo, Ana resolveu sair para empreender em um negócio próprio, passando a contribuir com o mínimo para o INSS.
Ela contribui com esse valor até completar o tempo para se aposentar por idade, em 2013, e passou a receber um salário mínimo, desconsiderando aqueles altos salários que ela contribuiu antes de 1994.
Agora com a aprovação da revisão da vida toda, a Ana pode procurar um especialista na área para fazer um cálculo baseado na nova base de dados e solicitar a revisão do seu benefício.
Sendo aprovado, a Ana deixaria de receber R$ 1.200 para começar a receber R$ 6.720. Um aumento de 560%. Além de receber mais de R$ 340.000 de atrasados.
Mas, aqui vale um ponto de atenção! Nem todos os casos serão como o da Ana.
Antes de entrar com esta revisão é necessário procurar um especialista para ele calcular o valor do seu benefício com o ajuste, para entender se será vantajoso.
Em alguns casos, essa revisão pode deixar o valor a receber menor do que o atual.
Quando a revisão é aprovada, o aposentado tem direito a receber as parcelas atrasadas desde o momento em que começou a receber o benefício.
Os valores serão corrigidos com base na tabela do INSS, que tem um reajuste anual, e o pagamento desses valores atrasados pode ser feito em até 60 parcelas.
Como saber se esse é o seu caso?
A melhor forma é sempre procurar um profissional capacitado, um advogado focado na área previdenciária.
Será feito um cálculo para avaliar cada caso individualmente, e sendo mais vantajoso deve-se entrar com uma ação individual na justiça para o caso ser avaliado.
Importante: a orientação é que o segurado que tenha direito à revisão entre com o processo o quanto antes para não correr o risco de perder o prazo de dez anos.
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